Nomes “Sagrados” — Necessários Para os Cristãos?

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Muitas pessoas acreditam sinceramente que, para honrar a Deus, devem pronunciar o Seu nome de uma determinada forma. Mas será que é isso que as Escrituras realmente ensinam? Para responder a esta questão, é útil colocar outra: obedecemos a Jesus Cristo ou seguimos as tradições dos homens?

Jesus Cristo advertiu sobre os falsos mestres que ensinavam as tradições humanas em lugar dos mandamentos de Deus (Marcos 7:7). Advertiu que viriam falsos mestres, afirmando representá-Lo e enganando muitos (Mateus 24:5). Advertiu que muitos negariam a lei de Deus (Mateus 7:21-23) e que o pecado se multiplicaria (Mateus 24:12)! Mas Ele nunca advertiu sobre a necessidade de as pessoas saberem exatamente como pronunciar o Tetragrama — as quatro letras Hebraicas do Antigo Testamento, YHVH ou YHWH, que representam o nome de Deus — ou qualquer outro “Nome Sagrado”. Por quê? Porque esse conhecimento é desnecessário!

Honrar a Deus em todos os nossos caminhos é vital — e isso inclui guardar todos os Seus mandamentos (Salmo 119:172; 1 João 5:2-3). Os defensores dos “nomes sagrados”, que afirmam que se deve pronunciar a opinião de alguém sobre como deve soar o Seu nome, estão a confundir as tradições humanas com os verdadeiros ensinamentos das Escrituras.

Então, porque existe tanta confusão em relação ao Tetragrama?

Pouco antes da época de Cristo, os Judeus devotos começaram a evitar pronunciar o Tetragrama por temerem infringir o Terceiro Mandamento, que proíbe o uso do nome de Deus em vão (Êxodo 20:7). Ao lerem o nome de Deus, passaram a substituí-lo pela palavra Hebraica Adonai, que significa "Senhor". Uma das razões é que o Hebraico antigo não continha vogais escritas. Por volta do final do século VI d.C., os "pontos vocálicos" Hebraicos escritos foram inseridos na palavra Hebraica Adonai, a mesma palavra que, séculos antes, tinha sido utilizada para substituir o Tetragrama.

Mais tarde, no século XII, vogais do Hebraico Adonai foram inseridas no Tetragrama latinizado, dando origem a variações como Jeová, Javé e Yehowah. Em 1270, o monge Dominicano Raymundus Martini tornou-se a primeira pessoa registada a usar o nome “Jeová” — resultado da adição de vogais de Adonai às consoantes YHWH por estudiosos Católicos Romanos. A sua pronúncia era possivelmente “Yah-o-wah” — o Jeová latinizado… mas seria esta a pronúncia “original” do Tetragrama? Tinham passado centenas de anos desde que os Judeus tinham deixado de falar o Tetragrama, por isso era impossível para eles saberem. A pronúncia precisa de YHWH simplesmente perdeu-se.

Imitar Raymundus Martini — ou qualquer outra suposta autoridade, nos dias de hoje — é simplesmente conjecturar quais poderão ter sido as primeiras pronúncias do Tetragrama.

A maioria dos estudiosos honestos admite que, com o passar dos séculos, se perdeu o conhecimento preciso da pronúncia do nome, e Deus não achou conveniente devolver esse conhecimento à Sua Igreja. De qualquer modo, mesmo que o fizesse, a maioria do Seu povo, que não adora em Hebraico, ainda assim não teria qualquer motivo nem obrigação de usar esta pronúncia Hebraica exata!

Mas será que a opinião de um monge Católico do século XIII tem importância? Devemos preocupar-nos em pronunciar um determinado nome de Deus de uma determinada maneira? Não e não!

A Bíblia revela o Pai e o Filho por inúmeros nomes, tanto no Antigo como no Novo Testamento! Deus é chamado El no Antigo Testamento 235 vezes (por exemplo, Génesis 28:3) e Elohim mais de 2.600 vezes (por exemplo, Génesis 1:1; Isaías 40:1)! O rei David chama a Deus Adonai YHVH (2 Samuel 7:18). E Jesus — “que não cometeu pecado algum, e não se achou engano na sua boca” (I Pedro 2:22) — ensinou os Apóstolos a orar a Deus como “Pai” (em Grego: Patēr) em Mateus 6:9. Jesus chamou a Deus Abba (Marcos 14:36) e, na cruz, clamou ao Pai em Aramaico, chamando-Lhe Eloi (Marcos 15:34)!

Ao longo dos tempos bíblicos, tal como hoje, o povo de Deus adorou-o na sua própria língua, não com um suposto “Nome Sagrado” sem suporte bíblico ou histórico. Devemos seguir Cristo e a Bíblia — e não as tradições humanas! É biblicamente incorreto concluir que um Cristão é obrigado a adorar a Deus com sílabas Hebraicas específicas ou que se torna mais justo ao fazê-lo. Para saber mais sobre como Deus quer que realmente O honremos e honremos o Seu nome, solicite o nosso livreto gratuito Os Dez Mandamentos.