O Que Chama a SUA Atenção?

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Sabia que tem jogado um jogo a vida toda, talvez sem sequer se aperceber? Todas as manhãs, acorda com um jarro cheio de água. Ao longo do dia, deita essa água em vários copos. Quando vai dormir, a jarra está vazia. O objetivo? Deite a água nos copos certos!

A jarra é você. A água? É a sua atenção, a sua energia mental, o seu foco, a sua amplitude emocional. Os copos são tudo o que compete por essa atenção: trabalho, família, amigos, redes sociais, Netflix, preocupação, ambição — e Deus.

Eis o problema, e é um grande problema: a água não pode entrar em dois copos ao mesmo tempo. Quando está a navegar no YouTube, não está presente com os seus filhos. Quando a ansiedade consome os seus pensamentos, não está em comunhão com Deus. Quando está a ensaiar mentalmente uma discussão, não está a investir no seu casamento. É apenas psicologia. A sua atenção só pode estar num lugar de cada vez.

É tão fácil passar horas a ver notícias sobre coisas que não podemos controlar e que, sinceramente, não afetam a nossa vida diária — horas de água despejada em copos com os rótulos "Indignação" e "Opiniões de Estranhos", enquanto o copo com o rótulo "Família" permanece completamente seco.

Muitas pessoas passam anos a esvaziar-se sem nunca verificarem honestamente quais os copos que estão cheios e quais estão vazios. Regam os jardins que nunca pretenderam plantar. Deixam ressequidos os próprios relacionamentos que juraram ser os mais importantes.

Jesus Cristo foi direto ao cerne da questão quando disse: "Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mateus 6:21). Poderíamos ir mais longe — onde estiver a sua atenção, lá estará o seu verdadeiro coração! A nossa atenção é a preferência revelada dos nossos valores, a prova inegável daquilo com que realmente nos preocupamos contra aquilo com que afirmamos preocupar-nos.

O Apóstolo Paulo não mediu as palavras com a igreja de Éfeso: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, redimindo cada oportunidade, porque os dias são maus” (Efésios 5:15-16).

Circunspectamente. Significa cuidadosamente, deliberadamente, com os olhos bem abertos para o que está realmente a fazer — e não como uma vítima passiva de qualquer coisa que capte a sua atenção.

Não é exagero dizer que a internet foi usada como arma contra os nossos esforços para viver intencionalmente. As plataformas de redes sociais empregam equipas de engenheiros cujo trabalho consiste em descobrir como nos manter a fazer scroll no ecrã, a clicar e a interagir. Enquanto isso, o nosso cônjuge fica sozinho, os nossos filhos seguem o nosso exemplo, e Deus — bem, Ele fica com o que sobra, se é que sobra alguma coisa.

O profeta Isaías alertou para o gasto de “dinheiro com o que não é pão, e o seu salário com o que não satisfaz” (Isaías 55:2). Que quantidade da nossa atenção — o nosso "salário" mental e emocional — dedicamos ao temporário, ignorando o eterno? Jesus perguntou: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mateus 16:26).

No final de cada dia, devemos questionar-nos: a que copo demos mais água? Quem ouviu as nossas melhores palavras? Quem recebeu os nossos melhores pensamentos e atenção?

Os Salmos mostram-nos um padrão melhor: “Pela manhã, Senhor, ouvirás a minha voz; pela manhã a apresentarei a ti, e olharei para cima” (Salmo 5:3). Esse seria um momento maravilhoso e proveitoso para deitar o primeiro gota de água.

Eis a boa notícia: a nossa atenção renova-se diariamente! Ao contrário do dinheiro (que pode perder), da reputação (que pode ser destruída) ou da saúde física (que se deteriora), a atenção renova-se a cada manhã. O jarro volta a encher-se, os copos esvaziam-se novamente e o jogo recomeça.

Isto é graça embutida na própria estrutura do tempo. Independentemente de quão mal tenhamos gasto a nossa atenção ontem, hoje é uma nova oportunidade. Qual o copo que encherá hoje?