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Os Estados Unidos celebram dois feriados temáticos para os pais nesta altura do ano: o Dia da Mãe em Maio e o Dia do Pai em Junho. Embora a Bíblia não nos dê dias específicos para celebrar os nossos pais, o Quarto Mandamento recorda-nos: “Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Êxodo 20:12). Embora muitas tradições pagãs infestem feriados semelhantes em todo o mundo, felizmente estes feriados Americanos modernos baseiam-se em tradições civis que não têm as suas raízes no paganismo.
Mesmo sem um Dia do Pai e um Dia da Mãe nacionais, o mandamento de Deus ainda permanece — e é aplicável 365 dias por ano! Aqueles que desvalorizam a estrutura familiar básica de pai, mãe e filhos perdem uma chave vital para compreender Deus. Compreender que Deus é uma Família, e uma família em expansão, é uma das verdades mais profundas que a Bíblia revela, e pode aprender mais sobre isso encomendando o nosso livreto João 3:16: Verdades Ocultas do Versículo de Ouro ou lendo-o online em OMundoDe Amanha.org.
A maioria das pessoas familiarizadas com as Escrituras sabe que um membro da Família de Deus é chamado Pai. Este título encontra-se centenas de vezes na Bíblia, principalmente no Novo Testamento. Jesus Cristo é conhecido como o Filho e como o “primogénito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). Será acompanhado por Cristãos convertidos que ressuscitarão para se tornarem filhos e filhas de Deus quando Cristo regressar no fim desta era.
Estas são verdades incríveis que nos ajudam a compreender a natureza de Deus, o Seu plano profético para a humanidade e o nosso destino eterno. Será que também permitimos que estas verdades orientem o nosso comportamento nas nossas próprias famílias? Como pais, devemos tentar amar os nossos filhos como Deus nos ama. Embora o título de Deus seja Pai, Ele descreve o Seu amor como a combinação perfeita do amor paterno e materno: Isaías 49:15 e Mateus 23:37 comparam o amor de Deus pelo Seu povo ao amor materno, e muitos versículos fazem o mesmo com o amor paterno (por exemplo, Hebreus 12:3-11).
Embora tudo isto possa parecer simples na teoria, as complicações surgem quando tentamos pôr a teoria em prática. Como pais, encontramo-nos frequentemente em situações em que nos esforçamos por responder a uma simples pergunta: Como se manifesta o amor neste momento? Quando olhamos para a Bíblia, encontramos exemplos tanto de proteção como de exposição, de perdão e de disciplina, à medida que Deus age com o Seu povo. Como pais, muitas vezes precisamos de decidir quando resgatar os nossos filhos das consequências dos seus actos e quando deixá-los sofrer essas consequências.
Isto exige que os pais orem pedindo a orientação de Deus para lidar com situações difíceis. Em 1 Coríntios 13, vemos 16 descrições diferentes de amor — desde ser paciente e bondoso até não se regozijar com a iniquidade. A Bíblia recorda-nos que, quando os nossos filhos precisam de disciplina, por vezes esta precisa de ser mais severa e, por vezes, mais branda, tal como Deus nos trata. Devemos procurar ajudar os nossos filhos a crescer e a desenvolver-se da mesma forma que Deus faz com todos os Seus filhos.
Quando nos deparamos com situações que exigem que disciplinemos os nossos filhos, é importante parar e colocar-nos questões que nos ajudem a calibrar esta disciplina: Qual foi a gravidade da transgressão? É a primeira vez que o meu filho faz ou é um problema recorrente? Este mau comportamento está mais enraizado na confusão ou na rebeldia? Em última análise, queremos garantir que a nossa disciplina está em consonância com a forma como gostaríamos de ser tratados por Deus como Seus filhos. À medida que crescemos na fé, reconheceremos que há momentos em que precisamos da natureza suave e perdoadora de Deus — e outros em que talvez precisemos de sofrer as consequências para aprender.
Para além da disciplina, os pais devem também demonstrar esperança aos seus filhos. Se formos demasiado severos com eles, corremos o risco de os provocar à ira, algo contra o qual Deus nos adverte através do apóstolo Paulo (Efésios 6:4). Que pais não desejam o melhor para os seus filhos? Sim, devemos discipliná-los, mas isso nunca deve significar que não temos esperança no seu futuro. Na verdade, a disciplina é muitas vezes uma expressão da nossa esperança!
Mas será que verbalizamos isso aos nossos filhos? Os pais precisam de reservar tempo para dizer aos filhos que os amam e que estão entusiasmados por vê-los crescer. Mesmo quando nos tiram do sério, precisamos de ter a perspetiva geral em mente: sabemos que estão a crescer e que, eventualmente, se tornarão adultos. Os meus filhos, por vezes, preocupam-se com o facto de uma decisão errada poder definir o seu caráter. Como pais, embora devamos disciplinar adequadamente, também precisamos de ajudar os nossos filhos a não se deixarem abater pelo desânimo!
Podemos aproveitar estas oportunidades para conversar com os nossos filhos sobre a forma como Deus age connosco — que, independentemente do tamanho do erro que cometamos, podemos ser perdoados e seguir em frente. Deus está focado no panorama geral com os Seus filhos, tal como nós devemos estar com os nossos. Diz-nos que espera que nos arrependamos e celebra quando isso acontece (Lucas 15:1-24).
Deus sabe que somos mais do que apenas uma decisão confusa ou uma ação prejudicial. Embora isto também se aplique a nós, enquanto adultos, quão gratos estamos por não sermos condenados pelas nossas decisões da infância e adolescência? Quando trabalhamos com os nossos filhos, devemos ajudá-los a ver que a nossa esperança para eles está enraizada na nossa fé de que Deus tem esperança em todo o nosso desenvolvimento.
Finalmente, será que nós, como pais, ajudamos os nossos filhos a compreender a alegria de Deus criando uma atmosfera de alegria em casa? A Bíblia revela que Deus está a executar o Seu plano porque trará uma conclusão alegre quando a Sua família completa for revelada. Ao mesmo tempo, Ele também oferece alegria aos Seus seguidores nesta era, mesmo que as nossas experiências sejam agora apenas um vislumbre do que está para vir.
Como pais, recompensamos o bom comportamento e procuramos divertir-nos com os nossos filhos? Os pais devem procurar criar tradições familiares agradáveis, brincar e encontrar oportunidades para rir em família. As crianças dão frequentemente aos pais oportunidades de celebrarem juntamente com elas quando praticam um desporto, aprendem um instrumento musical ou obtêm a nota máxima numa prova. Não vão acertar todas as vezes que forem ao bastão, nem tocarão todas as notas exatamente no tom ou tirarão nota máxima em todos os testes. Mas quando se saem bem e crescem, trabalhando arduamente e alcançando os seus objetivos, isso merece elogios e celebração! E quando tentam e não conseguem, ainda precisam de encorajamento.
Os pais devem também mostrar aos seus filhos como se divertir de forma genuína e saudável num mundo que muitas vezes equipara a diversão ao pecado. Existem muitas boas formas de brincar, rir e divertir-se sem infringir a lei de Deus. Os pais devem aproveitar a oportunidade para mostrar aos seus filhos que Deus deseja alegria para os Seus filhos — na verdade, esta é uma das melhores tarefas que um pai pode ter!
Deus criou-nos para aprendermos sobre Ele através da estrutura familiar que Ele ordenou. Os pais nunca serão perfeitos, mas devemos orar por oportunidades para dar aos nossos filhos um vislumbre do amor, da esperança e da alegria de Deus, à medida que amadurecem nas nossas famílias, mostrando-lhes o quão profundamente podem confiar nesse mesmo Deus para os guiar ao longo das suas vidas.