O Reino Unido Não Se Pode Defender

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Quem acompanha a geopolítica sabe bem que a Europa se está a preparar para a guerra! Os países individualmente têm aumentado as suas capacidades militares, e Bruxelas alocou somas enormes para aumentar a prontidão de guerra de toda a União Europeia (“Europeus acolhem com satisfação o plano de defesa de 800 mil milhões de euros de Bruxelas e dizem que é apenas um primeiro passo”, The Journal, 11 de Março de 2025). As encomendas de caças, tanques e munições continuam a ser feitas, e as fábricas de armamento da Europa têm produzido como se estivessem em guerra. Os países que outrora se comprometeram a evitar dívidas para aderir à União Europeia foram autorizados a contrair dívidas em nome da preparação militar (“Bruxelas levanta restrições aos gastos militares enquanto Berlim fecha a torneira do orçamento da UE”, The European Conservative, 18 de Junho de 2025). Embora os países Europeus possam ter negligenciado as suas forças armadas no passado, por dependerem da proteção dos Estados Unidos, ultimamente as suas forças armadas têm vindo a ganhar força e número rapidamente.

Contudo, algo diferente tem acontecido do outro lado do Canal da Mancha, onde a nação que outrora “dominou os mares” se encontra em crise militar. Enquanto a Europa aumenta a sua produção militar, a Grã-Bretanha parece estar paralisada. De acordo com um relatório detalhado do comité de defesa da Câmara dos Comuns, “a Grã-Bretanha não está preparada para se defender de um ataque” (“Grã-Bretanha não está preparada para se defender”, Telegraph, 19 de Novembro de 2025). O relatório acusa o governo Britânico de “não cumprir as suas obrigações de defesa do artigo 3.º da NATO, que exige ‘manter e desenvolver a capacidade individual e colectiva de resistir a ataques armados’”. De forma ainda mais preocupante, o relatório alerta que a nação “não possui ‘praticamente nada’ em termos de defesa aérea e antimíssil integrada e ‘carece de um plano para defender o território nacional e os territórios ultramarinos’”.

Durante o inquérito que se seguiu à divulgação do relatório, o Professor Peter Roberts, especialista militar e membro do Royal United Services Institute, lançou esta perturbadora acusação ao governo do Reino Unido: “Não houve vontade política para tomar as decisões difíceis, nem para ser honesto com o público e dizer: ‘Não vamos impedir que mísseis venham atingir-vos. Um grupo de vocês vai morrer, os hospitais vão entrar em colapso e vocês ficarão sem comida, água, esgotos e eletricidade’”.

Atualmente, o exército do Reino Unido tem o menor número de soldados desde as Guerras Napoleónicas. A Marinha Real está em ruínas e a sua frota de submarinos nucleares é quase inexistente. Aliás, em comentários recentes, o antigo chefe da Marinha Real opinou que a outrora poderosa frota de submarinos nucleares da Grã-Bretanha “já não é adequada para o propósito” (“Britain’s nuclear submarine fleet ‘no longer fit for purpose’”, Telegraph, December 6, 2025). Um recente ataque terrorista a uma base da Royal Air Force, realizado simplesmente através do corte da vedação perimetral, realça a falta de preparação do Reino Unido para defender uma base militar no seu próprio território (Telegraph, 19 de Novembro de 2025). Embora os líderes governamentais tenham divulgado um plano para reforçar os investimentos militares, os opositores criticam o progresso extremamente lento e as décadas de negligência em relação à preparação militar.

Esta Queda Foi Predita

Não devemos ficar surpreendidos com o declínio do poder da Grã-Bretanha. Os leitores de longa data do Mundo De Amanhã sabem que muitas das profecias associadas ao antigo Israel, e à tribo de Efraim em particular, estão diretamente relacionadas com a condição do Reino Unido e de muitas das nações descendentes de Britânicos em todo o mundo. Quando se compreende esta ligação, muita coisa fica clara. Por exemplo, o profeta Isaías foi inspirado a escrever sobre “a coroa orgulhosa dos bêbados de Efraim e o murchamento da flor da sua gloriosa beleza” (Isaías 28:1). Esta foi uma condenação tanto da antiga tribo de Israel como dos povos descendentes de Israelitas do fim dos tempos, particularmente o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia.

Deus também inspirou Oseias a proferir uma profecia para o seu tempo e para o fim dos tempos: “Efraim é oprimido e quebrantado no juízo, porque andou voluntariamente segundo preceitos humanos” (Oseias 5:11). Por que outra razão o Efraim do fim dos tempos perderia o seu poder e a sua força? Porque “agora, ó Efraim, tu prostituis-te; Israel está contaminado. Não dirigem as suas ações para se voltarem para o seu Deus” (vv. 3-4). Mais claramente ainda, Deus advertiu que isso aconteceria “porque não obedeceram ao SENHOR, vosso Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos que vos deu” (Deuteronómio 28:45).

Infelizmente, não é apenas o declínio da Grã-Bretanha que está no seu futuro profetizado. Juntamente com muitas nações dela derivadas — incluindo os EUA —, o Reino Unido está profetizado não só para diminuir o seu poder e autoridade global à medida que o fim dos tempos se aproxima, mas também para entrar em cativeiro nacional (Amós 6:7). Tal cativeiro futuro parecia anteriormente impossível, dado o poderio militar e a determinação inabalável da Grã-Bretanha. No entanto, à medida que ambos se tornam artefactos da história, torna-se cada vez mais claro que levar a nação cativa não será difícil.

A triste verdade é que a Grã-Bretanha não teria necessidade de se defender se o seu deus fosse verdadeiramente o Deus da Bíblia, que promete ao seu povo, incluindo as nações descendentes de Israel, que se “obedecerem à voz do Senhor, seu Deus, e cumprirem fielmente todos os seus mandamentos que hoje vos ordeno, o Senhor, vosso Deus, os exaltará sobre todas as nações da terra” (Deuteronómio 28:1). Deus promete defender o seu povo obediente: “O Senhor fará com que os teus inimigos que se levantarem contra ti sejam derrotados diante de ti; por um caminho sairão contra ti e fugirão de diante de ti por sete caminhos” (v. 7). Infelizmente, não parece que a Grã-Bretanha ou qualquer das nações descendentes dela se arrependa e se volte para Deus para que Ele os proteja.

Um Futuro Promissor

A profecia bíblica não fala apenas dos problemas futuros da Grã-Bretanha; felizmente, a Bíblia também conta uma história positiva e emocionante sobre esta nação insular e os outros povos descendentes de Israel. Esta história cumprir-se-á quando Jesus Cristo finalmente regressar e os libertar do cativeiro. Note-se o comentário carinhoso de Deus a respeito dos povos descendentes da Grã-Bretanha: “Efraim é o meu filho amado? Será ele um filho agradável? Pois, embora eu tenha falado contra ele, ainda me lembro dele com carinho; por isso, o meu coração anseia por ele; certamente terei misericórdia dele, diz o Senhor” (Jeremias 31:20). Um dia, “os sentinelas clamarão no monte Efraim: ‘Levanta-te, e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus’” (Jeremias 31:6). E então Deus “os fará andar junto aos ribeiros de águas, por um caminho reto, no qual não tropeçarão; porque Eu sou Pai de Israel, e Efraim é o meu primogénito” (v. 9). Infelizmente, a outrora grandiosa Grã-Bretanha já não consegue defender-se de um possível ataque. A nação que Sir Winston Churchill disse que “nunca se renderia” vai encontrar-se, por um breve período, em cativeiro nacional porque o seu povo rejeitou novamente o seu Deus. Contudo, esse mesmo Deus lembrar-se-á deles no seu cativeiro e trazê-los-á de volta para casa — desta vez para a terra das suas origens.

O passado, o presente e o futuro dos povos descendentes dos Britânicos é uma história fascinante, comovente e inspiradora. Esta história é clara nas páginas da sua Bíblia — se souber onde procurar — e também é evidente na história secular. Pode saber mais sobre o futuro da Grã-Bretanha, das Ilhas Britânicas e dos outros descendentes modernos das tribos israelitas, solicitando um exemplar gratuito de Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha na Profecia ou lendo-o online em OMundoDeAmanha.org. Embora o futuro iminente destas nações seja tempestuoso, a longo prazo, o seu futuro é risonho!

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