Para usar nossa funcionalidade de pesquisa avançada (para pesquisar termos em conteúdo específico), use a sintaxe como os exemplos a seguir:
Pergunta: A Bíblia parece mencionar muito o jejum. Como é que as pessoas faziam isso? Devemos continuar a jejuar?
Resposta: Vejamos como a Bíblia define o jejum. Deus instrui o Seu povo que, todos os anos, no Dia da Expiação — um dos sete Dias Santos anuais de Deus — devem “afligir as suas almas” (Levítico 23:26-32). No Novo Testamento, este dia é descrito como “o Jejum” (Atos 27:9). Neste Dia Santo, Deus espera que o Seu povo jejue — que fique completamente sem comida e bebida, incluindo água (Ester 4:16).
Para além deste Dia Santo, os nossos outros jejuns podem durar períodos variáveis, dependendo da situação. O Dia da Expiação prescreve um jejum de um dia, do pôr do sol ao pôr do sol, e para outros jejuns, uma duração semelhante é muitas vezes um bom objetivo. No entanto, algumas pessoas podem não conseguir jejuar durante muito tempo — muito depende da saúde e das circunstâncias pessoais. Se estiver grávida ou for idosa, tiver algum problema de saúde ou for uma principiante no jejum, poderá ter de ajustar a duração do jejum de acordo com o que o seu corpo consegue suportar. As pessoas com problemas de saúde podem querer falar com um médico antes de iniciar qualquer jejum mais longo do que o seu corpo está habituado.
Mas a duração de um jejum não é o mais importante. O mais importante é utilizarmos esta ferramenta com a atitude correta para alcançar os resultados desejados. Jesus ensinou os seus discípulos sobre o jejum correto, dizendo: “Além disso, quando jejuardes, não sejais como os hipócritas” (Mateus 6:16), indicando que Ele espera que os seus seguidores jejuem. Prosseguiu explicando que não devemos tentar impressionar os outros tornando o nosso jejum óbvio para eles — em vez disso, devemos aparentar estar a ter um dia normal (Mateus 6:16-18). É claro que, para efeitos práticos, as pessoas da sua casa podem precisar de saber.
Em certa época, Deus condenou o povo do antigo Israel pela sua demonstração superficial de religião. Em vez de jejuarem para se humilharem, procurarem a vontade de Deus e abandonarem os seus pecados, jejuaram apenas para parecerem justos (Isaías 58:3-5). O jejum deve recordar-nos que somos seres mortais que se enfraquecem muito rapidamente — e que, sem Deus, nada somos. Ele ajuda-nos a perceber que precisamos d’Ele e que devemos olhar para Ele e depender d’Ele para a nossa força e salvação. Esta prática traz humildade e, quando feita corretamente, ajuda-nos a obter a perspetiva adequada na nossa relação com Deus.
Como Jejuar Corretamente
Deus não abençoará o nosso jejum se não procurarmos humildemente a Sua orientação, o Seu poder e a Sua vontade para as nossas vidas. Se não estivermos genuinamente a tentar pôr de lado o nosso egoísmo, ganância e vaidade, e revestir-nos da mente e do caráter de Jesus Cristo, o nosso jejum será em vão. “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Por isso, sujeitai-vos a Deus… Aproximai-vos de Deus, e ele aproximar-se-á de vós… Humilhai-vos diante do Senhor, e ele vos exaltará” (Tiago 4:6-10).
O propósito do jejum é crescer na humildade, aproximarmo-nos de Deus e submetermo-nos à Sua vontade nas nossas vidas. Por isso, quando jejuamos, precisamos de dedicar um tempo extra significativo à oração, ao estudo da Bíblia e à meditação. Quando Daniel procurava o entendimento, “voltou o rosto para o Senhor Deus, para fazer súplicas por meio de oração e súplicas, com jejum” (Daniel 9:3). Acompanhou o seu jejum com orações sinceras, louvando a Deus e reconhecendo a Sua autoridade e controlo. Confessou também os seus pecados e pediu o perdão de Deus. A oração de Daniel demonstra a atitude humilde e submissa que Deus procura. Por causa desta atitude, o anjo Gabriel foi-lhe enviado, dizendo-lhe que era “muito amado” e que as suas orações eram ouvidas (Daniel 9:4-23).
Quando jejuamos, esforçamo-nos por desviar o nosso foco deste mundo material e dirigi-lo para a vontade de Deus, o Seu modo de vida, as Suas promessas, o Seu plano e a nossa vida espiritual. Para o fazer com sucesso, precisamos de estudar a Bíblia e meditar na sua verdade. Como Jesus disse após o Seu jejum: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus” (Lucas 4:4). O jejum bíblico é uma ferramenta poderosa que Deus nos deu para nos humilharmos, nos aproximarmos d’Ele e procurarmos a Sua vontade nas nossas vidas.